segunda-feira, 16 de março de 2020

Das dúvidas, curiosidades e ideias… aos Projetos que concretizamos este ano!

As dúvidas, curiosidades e ideias para se fazerem projetos são sempre muitas e variadas e a vontade de os realizar duradoura. Este ano, ficamos a conhecer mais sobre o nascimento dos bebés, a construção das casas, o ciclo da água, a formação da resina, o funcionamento dos relógios e a origem do boxe.

Mas, como surgiram estes projetos? Na reunião da manhã

… a Helena partilhou connosco a sua dúvida (Como é que os bebés entram nas barrigas das mães?).
… o Tiago contou-nos a história “Óscar, o construtor” e propôs fazermos um projeto sobre a construção de casas (Como é que se constroem casas?).
… a Maria Clara perguntou ao grupo como é que é possível a neve ir parar às montanhas (Como é que a neve vai parar às montanhas?).
… a Luísa trouxe um pedaço de resina para partilhar e questionou-nos (Porque é que a resina sai das árvores?).
… o Tiago olhou para o relógio e disse que não sabia ver as horas. Em coro, o grupo responde dizendo que também não. Foi então que surgiu a dúvida entre todos (Como é que se veem as horas?).
… o Afonso partilhou connosco que gosta muito de boxe e que queria saber para que serve esse desporto (Para que serve o boxe?).


Com as nossas questões definidas, decidimos quais os grupos responsáveis pelos projetos e registamos, em conjunto, o que já sabíamos

- “Nós pedimos para ter manos e temos.” Francisco; “Aqui no corpo tem uns ovinhos pequenos que pouco a pouco crescem.” Vicente; “Os bebés saem pelo pipi das mães.” Mariana; “Os médicos também podem cortar a barriga das mamãs.” Maria; “Nós temos um cordão umbilical.” Madalena; “O cordão depois fica numa mola azul.” Isabel Almeida; “A comida que as mães comem desce pelo cordão umbilical para alimentar o bebé.” Madalena
- “A casa tem de ser lisa para não ficar torta.” Vicente; “As casas têm de ter cimento para não caírem.” Tiago; “Precisamos de escavadoras para construir casas.” Tiago
- “Chove água e quando está muito muito frio é que cai a neve.” Lourenço
- “A resina é como se fosse o sangue da árvore.” Luísa
- “Os relógios têm números e ponteiros e pontinhos.” Guilherme; “Há relógios de bolso.” Vicente; “Há relógios que fazem Cucu.” Maria; “É preciso pilhas para os relógios funcionarem.” Tiago; “Conseguimos ver as horas porque os ponteiros andam.” Isabel Almeida
- “Joga-se num quadrado.” Eva; “Tem de se usar luvas nas mãos.” Maria; “Há cordas nos lados do quadrado.” Francisco; “No boxe temos de usar capacete.” Lourenço.

… e o que queríamos saber

- “Como é que os bebés vão parar à barriga das mães?”; “Quanto tempo demoram os bebés a nascer?”; “O que é que os bebés comem na barriga?”; “Os bebés sorriem quando estão na barriga?”; “Como se tiram fotografias aos bebés?”.
- “Como é que o cimento consegue ter tanta força para a casa não cair?”; “Como é que os construtores fazem casas direitinhas?"; “Os camiões conseguem levantar uma casa que está a cair?”; “Como se movimenta uma escavadora?”; “Como é que se põem os vidros nas casas?”.
- “O que é o Ciclo da Água e quais são as suas fases e estados?”.
- “O que é a resina?”; “Porque é que a resina sai das árvores?”
- “Quais são os relógios que existem?”; “Como é que antigamente viam as horas?”; “Como é que se veem as horas?”; “Como é que se constroem e funcionam os relógios?”.
- “Para que serve o boxe?”; “Onde se pode jogar boxe?”; “As regras do jogo como são?”; “Porque é que se magoam se têm luvas?”; “Como começou o boxe?”.


… e fazer em cada um! Já com as ideias bem organizadas, partimos para a pesquisa!




Desde os livros que lemos e vídeos que vimos às partilhas de casa e visitas de familiares e de profissionais, caminhamos por descobertas que nos levaram à criação, cooperação e experimentação.

Começamos por ver um vídeo que nos fez viajar por dentro de uma barriga durante 9 meses para acompanhar o crescimento de um bebé. Lá em casa pedimos ecografias de quando estavamos na barriga das nossas mães e fotografias nossas "acabadinhos de nascer" (Isabel Almeida). Vimos em que meses se começaram a formar os nossos olhos, narizes, bocas, braços, mãos, pernas e pés e quanto tempo ficamos na barriga das mães. Percebemos que nem todos ficamos 9 meses lá dentro, uns nasceram mais cedo e outros mais tarde com tamanhos e pesos diferentes.


As partilhas vindas de casa e as visitas de pessoas exteriores à escola são sempre encaradas como uma mais-valia para as nossas aprendizagens, sendo "fontes de saber" diferentes e, por isso, trazendo novos conhecimentos.

O pai do Tomás é arquiteto e ajudou-nos a responder a algumas perguntas do projeto das casas, falando-nos um pouco sobre a sua profissão. Está a planear aproveitar um espaço ao pé da sua casa e trouxe-nos o esboço que fez no computador com a respetiva maquete em cartão que serve para ver se "vai construir bem a nova casa sem nenhum problema" (Luísa).

O pai da Eva veio à nossa sala mostrar-nos uma pequena apresentação sobre o boxe. Com ele aprendemos que é "um desporto muito muito muito antigo" (Lourenço), entre "dois lutadores que combatem frente a frente com um árbitro lá no meio" (Inês) e que "temos de usar luvas, capacete e uma boqueira para nos protegermos bem" (Guilherme).

Recebemos a visita da Cláudia Malik, praticante profissional de boxe, que nos veio mostrar o equipamento e os acessórios que não podem faltar para se poder praticar boxe. Ficamos a saber que "um lutador não pode dar um golpe no outro se ele estiver no chão" (Eva); "é preciso usar ligaduras por baixo das luvas para proteger as mãos e os pulsos" (Francisco); "os homens usam calções e as mulheres usam calções e um top para proteger o peito" (Madalena). Tivemos a oportunidade de fazer um combate em que a Cláudia foi a árbitra e pudemos utilizar as luvas que ela nos emprestou. Vimos todas as suas medalhas e troféus. Um deles era "um cinturão bem grande e dourado!" (Vasco) e foi a conquista mais importante da Cláudia!

      
Ainda aproveitamos o nosso ginásio e fizemos dele um ringue de boxe com colchões, um saco e as luvas do pai do Afonso que nos incentivaram a pôr em prática os golpes (Jab, Uppercut, Gancho, Guarda, Esquiva, Cruzado, Direto) que aprendemos sem magoar ninguém!

    
Preparamos o suporte dos nossos projetos e demos largas à imaginação e criatividade.


Colocamos mais dúvidas e fizemos entrevistas. Vimos escrever e escrevemos. Escrevemos os nomes dos relógios que existem - "Existe o relógio da nossa sala, o digital, o de pêndulo e o de bolso e antigamente as pessoas usavam relógios de sol, de água e de areia, as ampulhetas!" (Egas). "O relógio da nossa sala é um relógio de quartzo" (Guilherme).

Como natos construtores que somos, juntamos água ao cimento em pó que o pai da Luísa nos deu e que, já endurecido, serviu para construirmos uma pequena casa com pequenos tijolos. Para além disso, construímos um relógio com os 12 números e os 3 ponteiros e um relógio de sol com um prato e um lápis no centro. "Também podámos ter feito números com  as letras dos romanos igual ao relógio de bolso do avô da Isabel Almeida" (Maria).

Quando demos cada projeto por terminado, preparamo-nos para a comunicação. Escolhemos quem comunica o quê, a que sala se comunica e quando se comunica até só nos restar fazer os respetivos convites, entregar e esperar pelo dia da comunicação.


Afinal,

Como é que os bebés entram nas barrigas das mães?

- "Os espermatozóides do pai parece que fazem uma corrida, mas não têm pernas, até ao útero e depois aos ovários da mãe e um entra no óvulo e forma um embrião." (Maria).
- “O bebé quando está dentro da barriga está dentro de uma bolsa, numa água especial.” (Guilherme).
- “O bebé respira lá dentro com o cordão umbilical.” (Isabel D'Almeida)
- “E também sorri, boceja, dorme e brinca!” (Mariana).
- “Quando o bebé está de cabeça para baixo está pronto para nascer.” (Eva).
 

Como é que se constroem casas?

- "Para se construir uma casa é preciso um arquiteto primeiro fazer o desenho." (Tomás).
- "As escavadores também são precisas para se construírem casas. Elas têm um motor e alavancas para funcionarem." (Vicente).
- "Quando as casas estão a cair, mais vale deitar abaixo e construir uma nova." (Isabel Almeida).

Criamos, em conjunto com a professora Margarida, uma música que explica muito bem como se constroem casas:


Queremos construir uma casa
Para nos proteger
Um construtor e trabalhadores
Assim é que deve ser 


Começamos por limpar o terreno
Escavadoras vamos usar
P’ra fazer o buraco e cimento deitar
Depois deixar secar


É hora de construir
E juntos vamos conseguir
Todos os tijolos unir
E a casa começa a surgir 


Vamos pôr o telhado
E também uma janela
P’ra ninguém ficar molhado
E a casa fica mais bela


Terminamos com a tinta
P’ra ficar mais colorida
Juntos construímos
A nossa casa preferida

Como é que a neve vai parar às montanhas?

O 1º Ciclo disse-nos que para saber teríamos primeiro de saber o que é o Ciclo da Água. Emprestaram-nos um poster com as fases do Ciclo o que nos ajudou a desenhar o nosso.

- "No ciclo da água o movimento da água é infinito e circular." (Maria)
- "Quando a água sobe com o calor do sol chama-se evaporação; quando chega às nuvens condensa e quando desce das nuvens precipita em forma de água, neve ou granizo." (Guilherme).
- "Descobrimos que a água tem 3 estados diferentes, o líquido, o gasoso e o sólido." (Lourenço)

Porque é que a resina sai das árvores?
- "A resina é um líquido transparente e amarelado" (Luísa) e "serve para proteger a árvore" (Alice), por isso é que “quando a árvore está ferida deita a resina” (Adelaide). "Ela quando fica muito tempo fora da árvore fica seca, dura e parte-se" (Vasco).
- "Nós também aprendemos como se tira a resina das árvores. Faz-se resinagem" (João).




Para que serve o boxe?
Este projeto ensinou-nos "muitos golpes, mas só podemos utilizar se precisarmos de nos defender." (Egas).
Como é que se veem as horas?
- "Com a ajuda dos ponteiros. O menor é o das horas, o maior é o dos minutos e o que está sempre a mexer é o dos segundos." (Vicente).
- "A coroa dos relógios de pulso é que mexe os ponteiros e que dá para por as horas certas." (Inês).
- "Não sabia que o relógio de pulso tinha rodas para dar energia." (Madalena).
- "Também tem uma roda de balanço que gira para a frente e para trás e que controla o movimento dos ponteiros para eles não andarem descontrolados." (Guilherme).
- "Agora como já sabemos as horas das coisas que fazemos na nossa escola já conseguimos ajudar-te a lembrar a hora da fruta!" (Tiago).



Nestas comunicações não nos quis faltar nenhum pormenor por isso apresentamos tudo aquilo que realizamos e aprendemos, fazendo com que os nossos amigos passassem pelas nossas vivências, mostrando-lhes vídeos e experiências e desafiando-os a realizar dinâmicas cativantes.

Abordamos temas diversos, conseguimos responder a todas as nossas questões, fomos mais além com outras descobertas interessantes e acabamos com a certeza de que aprendemos e de que usufruímos verdadeiramente de toda esta caminhada.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A primeira saída deste ano

Este ano iniciámos as nossas saídas com uma ida à Gulbenkian onde pudemos dar um belo passeio pelos seus jardins e ver os patos a apanhar banhos de sol. Depois foi tempo de irmos até ao Museu Calouste Gulbenkian fazer uma visita-jogo chamada  "Viagens extraordinárias". Aqui fomos de viagem e de olhos bem despertos, iniciámos uma bela descoberta pelas diferentes obras de arte que pelo nosso caminho se cruzaram. Nesta visita foram-nos proposto alguns desafios e nós, posteriormente, quisemos decorar a nossa sala com uma obra com relevo, inspirada na obra de José Escada, que tanto nos maravilhou.



quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Tudo a postos!!!

No mês dos começos, dos recomeços, dos encontros e dos reencontros está tudo a postos para o início de mais um ano letivo com mais uma educadora e mais crianças que vieram acrescentar ao nosso grupo. 
Este mês já nos deu dias para preparar a nossa agenda e os restantes instrumentos que orientam o nosso dia a dia; já nos fez jogar com a matemática e com o português; já nos levou a questionar sobre o medo, a falar sobre os nossos e a denominá-los; já nos ofereceu bom tempo para brincar no parque; já nos mostrou a força dos ímanes e a descobrir que “colam às coisas de metal, mas nem todas”; e já nos trouxe visitas de pais à nossa sala. 
Em poucos dias, já participámos, partilhámos, comunicámos, lemos, dançámos, cantámos, exercitámos. Brincámos. Com tantos pela frente, ainda muito nos espera. Por agora, focamo-nos nos dois projetos que temos em mãos – Como é que os bebés vão parar à barriga das mães? / Como é que se constroem as casas?
Está, sim, tudo a postos para o arranque de mais um ano inesquecível. Só temos de continuar a dar asas à imaginação.

PS- Publicação feita em conjunto com a Sara Pereira.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Aqui fomos felizes!

Este ano foi um ano atípico, e a verdade foi que o nosso blog não teve a tantas partilhas como o habitual... Deixo aqui um pequeno apanhado do nosso ano e uma promessa que no próximo tentarei melhorar as partilhas por aqui...

 

Sala da Mariana e Rute 2018-2019

sexta-feira, 10 de maio de 2019

As famílias na escola!

A presença da famílias na nossa escola faz parte do nosso dia a dia. Para além dos dias festivos que convidamos sempre as famílias para os comemorar, a nossa sala está sempre de portas abertas para receber, pais, mães, avós tios... de forma a se sentirem participativos no processo educativo das crianças. Este ano tivemos a participação das famílias em aulas abertas, atividades, dias de culinária, tardes de ciências, dia do pai e da mãe e na construção de projetos. Aqui as famílias são sempre bem vindas pois acreditamos que acrescentam algo de novo na nossa sala.


"A relação que o/a educador/a estabelece com cada família centra-se na criança e tem em conta que são coeducadores da mesma criança. Esta relação assenta numa comunicação que se realiza através de trocas informais ou momentos planeados. Estes momentos constituem ocasiões para conhecer as suas necessidades e expetativas educativas."

Orientações curriculares, 2016